Seu nome é João Appolinário. Com 114
horas diárias na tevê, 110 lojas e site na web, ele criou um império de
R$ 1 bilhão e se prepara para um novo salto: as vendas porta a porta
Por Carlos Sambrana
Ligue a
televisão e comece a zapear pelos canais. É inevitável. Por mais que
você não queira, vai se deparar com os vendedores da empresa de varejo
Polishop mostrando produtos que, no programa, só faltam fazer mágica e
que nos levam a acreditar que não se pode viver sem eles. Passeie pelos
maiores shopping centers do Brasil. Não há como fugir. Fatalmente,
encontrará uma loja da Polishop. Navegue pela internet. Os banners da
empresa saltarão aos seus olhos. O telefone tocou? É possível que do
outro lado da linha esteja um dos promotores da empresa tentando vender
algum produto mirabolante. Some-se a isso cerca de 1,5 milhão de
revistas distribuídas mensalmente e as faturas do cartão de crédito que
vêm acompanhadas de um folheto de compras da... Dela mesmo, a
Polishop.
A estratégia de uma das mais conhecidas empresas de varejo do País é
grudar na mente dos clientes, bombardeá-los com seus produtos e
vencê-los pela insistência. O curioso é que, por trás de toda essa
engrenagem movimentada por uma massiva exposição midiática, se esconde
um empresário recluso, totalmente avesso aos holofotes. Eis João
Appolinário, 50 anos, o mentor e dono da Polishop, uma empresa com 110
lojas, dois mil funcionários e que, segundo estimativas de mercado,
fatura cerca de R$ 1 bilhão por ano. Um número, é verdade, que poderá
saltar dentro de pouco tempo. “Nós queremos estar presentes em todos os
países de língua portuguesa e espanhola”, disse Appolinário à DINHEIRO
em uma raríssima entrevista. “Desde 2008, atuamos na Argentina e, nos
próximos meses, entraremos na Espanha, no Peru e Chile.”